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A Verdadeira Situação das Escolas Públicas! |
Em fevereiro de 2006 um teste foi aplicado aos alunos do 1º ano do
Ensino Médio da EE Jd. Sta. Clara do Lago, em Hortolândia/SP, que é um dos melhores colégios públicos desta cidade.
Embora o teste envolvesse apenas problemas de matemática que um aluno
de 5ª-série poderia resolver, o resultado foi catastrófico, como você
pode ver no gráfico ao lado: apenas cerca de 23% dos alunos ficaram com nota normalizada acima de 6,0 e 13% acima de 8,0.
O motivo da aplicação deste teste têm sido os resultados relativamente
ruins dos alunos no aprendizado da Física. Como a culpa sempre recai
sobre o professor (“O
que você está fazendo em sala de aula?”, a direção / coordenação
costuma perguntar ao professor de Física, olhando para a grande
quantidade de notas baixas dos alunos), decidiu-se averiguar se uma
hipótese estava correta: a de que os alunos chegam ao Ensino Médio sem
sequer o imprescindível RACIOCÍNIO PROPORCIONAL (ou seja, aquele velho
problema do tipo do João que queria distribuir 10 laranjas para 4
crianças).
Essa triste constatação, no entanto, não está órfã. O relatório de PISA de 2003, por exemplo, colocou o Brasil em último lugar em capacidade de leitura e operações matemáticas básicas (ver a pg. 74 deste documento ou este site); o analfabetismo funcional chega a 75% de nossa população (sobre isso, veja este site ou este); e poderíamos continuar um lista enorme desse tipo de resultado.
O pior problema da educação brasileira, no entanto, que não se encontra
medido, é a hipocrisia do nosso sistema educacional: a Secretaria finge
estar tudo bem, impondo pretensos projetos educacionais totalmente
alheios a esta realidade; a direção cobra notas dos professores, sem
exigir qualidade do aprendizado dos alunos; os professores dão notas
vazias aos alunos, que nem de longe refletem o real estado cognitivo
dos alunos.
O relatório completo
da aplicação deste teste foi enviado à Secretaria da Educação, à
direção e à coordenação daquela escola. A primeira ignorou
completamente, a segunda se limitou a elogiar o trabalho do professor e
a terceira até chegou a comentar míseros 2 ou 3 minutos nas reuniões
pedagógicas (reuniões estas totalmente inférteis para resolver o real
problema da educação).
Resta-nos essa desesperada pergunta: O QUE FAZER?
Krishnamurti Andrade.
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